segunda-feira, 16 de maio de 2011

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Destaque do Bahia de Feira vai para o Cruzeiro, diz dirigente
15 de maio de 2011 21h34

Time de Feira de Santana empatou em casa na primeira partida (2 a 2), mas venceu por 2 a 1 em pleno Estádio do Barradão. Foto: Agência Lance

Jogadores do Bahia de Feira comemoram título estadual de 2011
Foto: Agência Lance

Lindomar Assis
Direto de Salvador

O meia Bruninho, destaque do Bahia de Feira de Santana, campeão baiano de 2011, foi vendido para o Cruzeiro. A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Deliberativo do time feirense, Jodilton Souza.

"Já conversamos com diregentes do Cruzeiro e está tudo certo", declarou Jodilton em entrevista à Rádio Itapoan de Salvador, antes do início da decisão do Campeonato Baiano, entre Vitória e Bahia de Feira (2 a 1 para o time tricolor).

Segundo o presidente, Bruninho irá para Minas Gerais na quarta-feira. Em relação ao atacante João Neto, também do Bahia de Feira, Jodilton afirmou que alguns times têm interesse no atleta.

"Temos uma proposta do João com o Vitória, mas temos mais duas propostas. Amanhã vamos sentar com o nosso técnico (Arnaldo Lira) e ver qual a melhor proposta para o atleta", disse o dirigente.

Por GLOBOESPORTE.COM Salvador

15/05/2011 18h21 - Atualizado em 15/05/2011 20h38

Bahia de Feira derruba o Vitória e conquista o título de campeão baiano

Time do interior faz história no Barradão e impede o inédito pentacampeonato estadual do Vitória


O Davi venceu o Golias. De forma heroica, o Bahia de Feira bateu o Vitória no Barradão por 2 a 1 e conquistou o inédito título de campeão baiano. A equipe de Feira de Santana demonstrou desde os minutos iniciais que estava disposta a fazer história. Apesar de ter saído atrás no placar, o Tremendão manteve a determinação e, após dominar completamente o Leão no segundo tempo, chegou ao triunfo. Dentro do Barradão, o Bahia de Feira impediu o inédito pentacampeonato rubro-negro.

O herói do interior foi João Neto. O atacante, que pode trocar o Bahia de Feira pelo Vitória nos próximos dias, mostrou que a negociação não o desequilibrou psicologicamente. O atacante comandou as ações do time feirense e foi decisivo na partida: deu o passe para o primeiro gol e marcou o segundo.Com a conquista do Tremendão, o título de campeão baiano volta para Feira de Santana após 42 anos. A última vez que a segunda maior cidade baiana havia conquistado o troféu foi em 1969, com o Fluminense de Feira. A pequena torcida do Tricolor do interior fez muita festa ainda no Barradão. Festa que, nas próximas horas, vai tomar as ruas de Feira de Santana.

O jogo

A partida começou bastante movimentada. Com a necessidade de vencer a partida, o Bahia de Feira começou com tudo e pressionou o Vitória desde os primeiros minutos. O Rubro-Negro sofreu uma baixa importante logo aos sete: Eduardo Neto, sozinho, sentiu um problema muscular e foi substituído por Léo.

Somente após os dez minutos, o Vitória chegou com perigo pela primeira vez. A partir daí, o jogo ganhou ares de uma grande decisão. O Leão passou a explorar o contragolpe, enquanto o Tremendão fazia o seu jogo. Porém, mesmo com o melhor futebol do Tricolor, foi o Vitória que chegou primeiro ao gol. Após um contra-ataque, Nikão foi derrubado na entrada da área. Geovanni bateu com muita categoria e abriu o placar.

Apesar da desvantagem inicial, o time do interior continuou com a mesma determinação. No entanto, enquanto se jogava com todas as forças ao ataque, o Bahia de Feira deixava a defesa desguarnecida - e o Rubro-Negro aproveitava as brechas. Aos 43, Elkeson entrou livre e, na cara do gol, conseguiu perder uma chance incrível.

O castigo chegou logo depois. No último lance do primeiro tempo, após um escanteio cobrado por Bruninho, João Neto desviou de cabeça e Allyson escorou para as redes de Viáfara.

bahia de feira campeão baiano (Foto: agência Gazeta Press)Tremendão leva troféu baiano para Feira de Santana após 42 anos (Foto: agência Gazeta Press)

Segundo tempo de domínio feirense

Após o gol no último minuto do primeiro tempo, o time do Bahia de Feira voltou para a segunda etapa cheio de vontade. O Vitória sentiu o gol e assistiu ao Tremendão jogar. Aproveitando a chuva que caía no Barradão, o Tricolor passou a sufocar o Rubro-Negro. Aos 21, João Neto recebeu um belo passe de Léo e, de bico, colocou o Bahia de Feira em vantagem. O gol deixou o Vitória completamente perdido em campo. Desesperado, Antônio Lopes mudou o time na tentativa de chegar ao empate, resultado que lhe daria o título.

Porém, quem via a partida acompanhava um verdadeiro baile do time feirense. O Vitória tentava chegar ao gol na base da raça, enquanto o Tremendão esbanjava técnica e, mesmo no gramado pesado do Barradão, tocava a bola com muita categoria. Com Rildo e Neto Baiano em campo, o Vitória passou a ser mais incisivo. Aos 34, Neto recebeu na cara do gol, e Jair operou um milagre.

Aos 36, um lance polêmico. Neto Baiano foi derrubado na área. Cléber Abade marcou pênalti. No entanto, o auxiliar Roberto Braatz assinalou impedimento no momento do passe. Abade voltou atrás e anulou a penalidade, confirmando a irregularidade no ataque rubro-negro.

A partida ganhou ares de drama. Por reclamação, o goleiro reserva do Vitória, Douglas, foi expulso. O clima era de tensão na arquibancada. A torcida do Vitória assistia diante dos seus olhos a uma reedição do filme de 2006, quando o time foi derrotado no Barradão pelo Colo-Colo. Na ocasião, o Vitória também deixou escapar o pentacampeonato estadual.

Após o apito final, a pequena torcida feirense fez a festa. Após fazer história, o Tremendão enfim pode entoar o sucesso, do xará Erasmo e do Rei Roberto Carlos, e afirmar de peito aberto: “Sou o bom! Sou o bom! Sou o bom!”


vitória 1 x 2 Bahia de feira
Viáfara; Nino, Alison, Renié, Eduardo Neto (Leo); Uelliton, Esdras, Mineiro; Elkeson , Geovanni (Neto Baiano) e Nikão (Rildo) Jair; Edson, Paulo Paraíba, Alex Alagoano, Alysso; Lau, Diones, Rogério, Bruninho; Carlinhos e João Neto
Técnico: Antônio Lopes Técnico: Arnaldo Lira
Gols: Geovanni aos 15 (Vitória); Alysson aos 45 do primeiro tempo (Bahia de Feira) e João Neto aos 21 do segundo tempo (Bahia de Feira)
Cartões amarelos: Bruninho, do Bahia de Feira; Nino, Alison, Leo, Uelliton, do Vitória
Cartão vermelho: Douglas (V)
Local: Estádio Manoel Barradas. Data: 15/05/2011. Árbitro: Cléber Abade (SP). Assistentes: Roberto Braatz (PR) e Erick Bandeira (PE)

domingo, 8 de maio de 2011

Tribuna Feirense

Bahia de Feira e Vitória empatam no Joia

Com um gol marcado pelo zagueiro Reniê, aos 39 minutos do segundo tempo, o Vitória conseguiu conquistar o empate por 2 a 2 contra o Bahia de Feira, no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, pela primeira partida das finais do Campeonato Baiano.
O resultado deixa o rubro-negro precisando de apenas um empate na partida do próximo domingo, 15, no Barradão, para conquistar o título do Baianão. Ao Tremendão, só um triunfo dá ao time feirense a chance de conquistar o inédito campeonato.
Todos os gols saíram no segundo tempo. Diones abriu o placar para o Bahia de Feira aos 14 minutos. Elkeson empatou para o Vitória aos 20.
Carlinhos, que entrou no segundo tempo, colocou o Tremendão novamente à frente aos 24 minutos. Reniê, aos 39, fez o gol que decretou o resultado final do jogo.

Bom dia Feira

Tremendão joga bem, empata em casa e vantagem continua com o Vitória


O Jóia da Princesa recebeu o bom público esperado para a partida deste domingo (8). Mais de 13 mil torcedores assistiram a primeira partida da final do campeonato baiano entre Bahia de Feira e Vitória. O rubro-negro baiano tem a vantagem para a decisão de dois resultados iguais, por ter feito a melhor campanha. A esperança do time feirense era reverter essa vantagem no jogo em casa e colocar a pressão pelo resultado no time soteropolitano para o confronto do próximo domingo, diante da torcida rubro-negra. O trio de arbitragem, formado por profissionais de fora do estado, foi composto por Sálvio Spínola Fagundes Filho (SP) e os assistente Carlos Berkenbrock (SC) e Guilherme Dias Camilo (MG). O árbitro principal e o assistente Carlos Berkenbrock fazem parte do quadro da FIFA.

O Bahia de Feira esteve na frente do placar nas duas oportunidades, mas cedeu o empate ao Vitória, não conseguindo reverter a vantagem da equipe de Salvador, que agora pode até empatar em 0 a 0, que será pela quinta vez consecutiva campeã do certame baiano.

O jogo – Contando com João Neto e Diego no ataque o time do Bahia de Feira não se retrancou e arriscou jogadas ofensivas no inicio da partida, porém sem sucesso. Quem assustou mesmo foi o Vitória, após cruzamento de Elkeson, Nikão cabeceia com perigo e a bola passa perto da meta de Jair. Os dois times acertaram a marcação e só aos 19 minutos, Diones manda para área, João neto tenta de cabeça, mas a bola desvia no lateral Eduardo. Ainda no primeiro tempo, por motivos técnicos, Arnaldo Lira queimou a primeira substituição, tirando Francisco Júnior para a entrada de Alysson. O time feirense ainda teve duas oportunidades com a bola parada, mas não aproveitou as jogadas. O Vitória, bem marcado, não fez o goleiro Jair trabalhar no primeiro tempo.

Na volta do intervalo o Bahia de Feira voltou mais disposto e dominou as ações da etapa final. Logo no primeiro minuto, em cobrança de escanteio, Edson coloca na cabeça de Alysson, que finaliza para a defesa de Viáfara. Aos quartoze minutos, em jogada de João Neto, o atacante cruza e Diones cabeceia livre, para a alegria da torcida feirense. Seis minutos depois foi a vez da torcida da capital comemorar. Falha de marcação da defesa tricolor e Elkeson sobe livre para cabecear e empatar a partida. A resposta do Tremendão veio rápida como um raio. Carlinhos, que tinha acabado de entrar, no lugar de Diego, na sua primeira jogada em campo, cabeceia para colocar o Bahia de Feira novamente em vantagem, aos 24 minutos.

O time feirense, com o placar a seu favor, tentou administrar a partida e cedeu algumas oportunidades ao Vitória. Geovanni aproveitou saída errada da defesa tricolor e chutou forte para Jair defender. Sem arriscar ao gol, o time da casa não suportou a pressão do Vitória, que aos 38 minutos empatou a partida, com o feirense Reniê, de cabeça, como todos os gols do confronto, e pôs números finais ao jogo em Feira. O Vitória teve até a chance de virar a partida em desvio de uma cobrança de escanteio que Jair defendeu novamente, mas o placar em 2 a 2 deixa o Leão com a vantagem de um novo empate no próximo domingo (15).

FICHA TÉCNICA

Bahia de Feira 2 x 2 Vitória

Local: Estádio Alberto Oliveira (Jóia de Princesa)

Árbitro: Sálvio Spinola (Fifa/SP). Assistentes: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Guilherme Dias Camilo (MG).

Bahia de Feira: Jair; Léo; Paulo Paraíba (Alex Baiano), Alex Alagoano, Edson; Lau, Francisco Júnior (Allyson), Diones, Rogério, Diego (Carlinhos) e João Neto. Téc.: Alberto Lira

Vitória: Viáfara; Nino, Alison, Renié, Eduardo Neto; Uelliton, Duylio, Mineiro; Elkeson (Gabriel), Geovanni (Neto Baiano) e Nikão (Rildo). Téc.: Antônio Lopes

Gols.: Diones, aos 14 e Carlinhos, aos 24 (Bahia de Feira); Elkeson, aos 20, e Renié, aos 38, todos no segundo tempo.

(Por Hamurabi Dias)

Acorda Cidade

Bahia de Feira e Vitória empatam e levam decisão para o Barradão

O resultado manteve a vantagem do Vitória, que só precisa de mais um empate para conquistar o pentacampeonato baiano.

Elvis Oliveira

Foto: Elvis Oliveira

As cabeças deram o tom na primeira final do Campeonato Baiano 2011. Não com a inteligência dos técnicos, mas com a precisão dos jogadores, que aproveitaram os cruzamentos e marcaram o empate de 2 a 2 neste domingo (8), no Joia da Princesa, em Feira de Santana. Pelo Bahia de Feira, que esteve duas vezes à frente no placar, os gols saíram por Diones e João Neto. O Vitória foi atrás e marcou com Elkeson e Reniê. Assim como em toda competição, a polêmica teve espaço. A posição de Reniê na hora do gol era irregular.


O resultado manteve a vantagem do Vitória, que só precisa de mais um empate para conquistar o pentacampeonato baiano. Para chegar ao título inédito, o Bahia de Feira terá de vencer o jogo da volta por qualquer placar. O próximo duelo entre as duas equipes é no domingo, dia 15 de maio, no Barradão. A bola rola às 16h.

Primeiro tempo sem emoções no Joia da Princesa

O tempo nublado em Feira de Santana parece ter neutralizado os jogadores de Bahia de Feira e Vitória, que fizeram um primeiro abaixo da crítica no Joia da Princesa. Feio mesmo. Os dois times optaram por um esquema com três volantes, o que tornou raros os lances no ataque. Os goleiros Jair e Viáfara quase não viram a cor da bola.

Precisando reverter a vantagem do Leão, o Bahia de Feira foi para cima do adversário, mas não tinha qualidade na condução para fazer a bola chegar ao artilheiro João Neto. Do outro lado, aos cinco minutos, o Vitória, mais objetivo, teve boa chance com Nikão. Ele colocou entre as pernas de Paulo Paraíba, mas pegou mal e errou o chute. Aos oito, outro perigo a favor do Vitória. Elkeson cruzou da esquerdo e Nikão cabeceou à direita da trave de Jair.

Apesar do maior volume, o Bahia de Feira só assustou Viáfara aos 19 minutos, quando João Neto mergulhou de peixinho, mas a bola desviou em Eduardo Neto. Sem articulação, o técnico Arnaldo Lira resolveu mexer no time ainda aos 30 minutos - o lateral Alysson entrou no lugar do volante Francisco Júnior. Assim, Edson foi para o meio e o Tremendão ganhou mais uma opção pela esquerda.

O Bahia de Feira continuou com mais volume, mas sem objetividade para chegar à meta adversária. Já o Vitória, mesmo sem referência no ataque e com Geovanni sumido em campo, exigiu do goleiro Jair aos 31, em chute de Nikão de dentro da área. O goleiro defendeu sem susto. Aos 36, Nikão arriscou de fora da área e o goleiro do Tremendão cai no canto esquerdo para defender.

Quatro cruzamentos, quatro gols de cabeça

O segundo tempo, no entanto, mexeu com as arquibancadas. Os times não ganharam em movimentação, mas apostaram nos cruzamentos e encontraram o caminho para balançar as redes. Para alegria dos torcedores anfitriões, o Bahia de Feira saiu na frente. Aos 14 minutos, João Neto arrancou pela esquerda e cruzou na área. A zaga do Vitória saiu para marcar a bola e viu Diones cabecear para o fundo das redes de Viáfara.

Em joga parecida, o Vitória empatou o jogo. Aos 20, em cruzamento da direita, Elkeson nem precisou subir muito para, no segundo pau, tirar o Vitória do zero. A zaga do Bahia de Feira não subiu e a bola passou por debaixo dos braços de Jair. O Tremendão tentou reagir imediatamente em arrancada de Edson pela esquerda, mas o cruzamento saiu torto e facilitou a interceptação da defesa rubro-negra.

Em uma última tentativa de mexer no Bahia de Feira, Arnaldo Lira colocou o atacante Carlinhos, sete gols no Baiano, no lugar de Diego. Mal entrou e a estrela do atacante brilhou. Aos 24, em cobrança de falta pela direita, Carlinhos escapou da marcação e cabeceou na frente de Viáfara, que não saiu do gol. Carlinhos se igualou a João Neto na artilharia do estadual - cada um com oito gols.

O Vitória tentou quebrar a sequência de gols em cruzamentos com Uelliton aos 37 minutos. De fora da área, o volante pegou firme, mas a bola passou com perigo à direita do goleiro Jair. Mas não tinha jeito. O atalho era mesmo pelos lados. Aos 38, Elkeson levantou a bola na área, a zaga do Bahia de Feira tentou fazer linha de impedimento e Reniê surgiu livre para deslocar o goleiro Jair de cabeça. O replay do lance constatou que Reniê estava em posição irregular.

Depois de chegar ao empate por duas vezes, o Vitória sentiu que dava para vencer a partida e foi para cima do Bahia de Feira. Com a entrada de Neto Baiano, o Leão ganhou referência no ataque e levou perigo. Aos 46, Eduardo cruzou na área para o atacante, mas Jair saiu bem do gol e fez a defesa. Um minuto depois, Neto Baiano completou cruzamento de dentro da área e perdeu a chance de fazer o terceiro.

Bahia de Feira 2 x 2 Vitória - Final do Campeonato Baiano 2011 - jogo de ida
Data: 08/05/2011 (domingo), às 16h
Local: Joia da Princesa, em Salvador
Arbitragem: Sálvio Spínola Fagundes (SP/Fifa), assistido por Carlos Berkenbrock (SC/Fifa) e Guilherme Dias (MG)

Bahia de Feira: Jair; Leo, Paulo Paraíba (Alex Baiano), Alex Alagoano e Edson; Lau, Rogério, Francisco Júnior (Alysson) e Diones; Diego (Carlinhos) e João Neto. Técnico - Arnaldo Lira

Vitória: Viáfara; Nino, Alison, Reniê e Eduardo Neto; Uelliton, Duylio e Mineiro; Nikão (Rildo), Elkeson (Gabriel Paulista) e Geovanni (Neto Baiano). Técnico - Antonio Lopes

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Arnaldo Lira se manteve no cargo e levou o Bahia de Feira para a final

Lira não apenas é consultado, como também recebe percentual da venda de jogadores


Foto: Robon Mendes

O entrosamento é um dos pontos fortes do time

Daniela Leone | Redação CORREIO
daniela.leone@redebahia.com.br

Aqui no Brasil, treinador não costuma levar muito tempo no mesmo endereço. Um único vacilo pode ser o suficiente pra ele fazer as malas. Durante o estadual, o Bahiaa da capital e quase todos os representantes do interior mudaram de técnico ao menos uma vez: Feirense, Colo Colo, Serrano, Vitória da Conquista, Juazeiro, Atlético, Camaçari, Ipitanga e Fluminense.

O “quase” é por conta do Bahia de Feira, única exceção. O clube manteve o técnico Arnaldo Lira durante todo o campeonato e ele conduziu o time à final das 16h de hoje, contra o Vitória, feito inédito na história da equipe. De quebra, garantiu vaga na Série D do Brasileiro deste ano e na Copa do Brasil de 2012.

Lira também apostou no projeto. Em janeiro, recusou proposta do cearense Icasa. De brinde, ganhou um carro novinho das mãos do presidente do Conselho Deliberativo, Jodílton Souza. “É um carro popular, mas é zero quilômetro”, conta Arnaldo Lira.

O possante não foi a única coisa que pesou na hora de decidir ficar. No Tremendão, Lira tem autonomia. “Preferi acreditar no projeto, porque sou eu que contrato, que olho, vejo a divisão de base, o treinador da base fui eu que trouxe, por exemplo”, pontua.

O diálogo com a diretoria é frequente. “As decisões são tomadas entre mim, Jodílton e Tiago Souza (presidente do clube e filho de Jodílton). Até pra vender jogador eles perguntam o que eu acho”.

Lira não apenas é consultado, como também recebe percentual da venda de jogadores. “Eles falaram que, enquanto eu estiver aqui, se houver alguma negociação, eu tenho participação. Eu tenho a minha qualidade. O Bahia de Feira chegou aqui porque eu cheguei. Eu também não sou bobo de achar que se fosse outro treinador estaria assim. Não estaria, então tenho um peso grande no projeto”, gaba-se.

Escalação
O pulso firme e o temperamento forte levaram Lira a pegar seis jogos de suspensão no estadual - ele volta a ficar à beira do campo hoje -, mas também fizeram que ele conquistasse o respeito do elenco. “Ele é um ótimo líder, só escolhe jogador que tem compromisso. E se não andar na linha...”, diz o atacante João Neto.

O entrosamento é um dos pontos fortes do Bahia de Feira e é consequência da manutenção da base que disputou o estadual anterior, também comandada por Lira. Sete dos atuais 20 jogadores estavam no clube no ano passado.

E, desses 20, os 11 que iniciam a missão de buscar o título inédito são Jair, Léo, Paulo Paraíba, Alex Alagoano e Edson; Lau, Rogério, Francisco Júnior e Diones; Carlinhos e João Neto. O atacante Diego pode aparecer no lugar de Francisco Júnior. Assim, o Bahia de Feira jogaria no 4-3-3.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

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Bahia de Feira segura o Serrano, se aproveira da vantagem e está na final do Baianão

Além da vaga na decisão, o time de Feira ganha também o direito de disputar a Série D deste ano e a Copa do Brasil em 2012

Eudes Benício | Ibahia.com

Quem disse que a Micareta é só na avenida? Na tarde deste domingo (1º) o Bahia de Feira fez a festa no Joia da Princesa depois de empatar com o Serrano, em 1 a 1, e ficar com a vaga na grande decisão do Campeonato Baiano 2011. Os comandados de Arnaldo Lira seguraram o Índio mongoió e, além de um lugar na final, conquistaram para o clube o direito de disputar a Série D do Brasileiro, já este ano, e a Copa do Brasil em 2012.

Na luta pelo título baiano de 2011, o Vitória, mesmo tendo perdido para o Bahia por 3 a 2, no Barradão, é o rival do Bahia de Feira. Como o Leão tem a vantagem de decidir em casa, o primeiro jogo tem mando da equipe feirense, mas pode acontecer também em Salvador. A direção do Bahia de Feira cogitou a possibilidade de mandar seu jogo na capital e, por isso, o local da partida, domingo (8), às 16h, ainda está indefinido.

O jogo - Primeiro tempo equilibrado no gramado do Joia. Tremendão e o time mongoió se alternaram nos ataques e, pela obrigação, o Serrano fez força, sem muita eficiência, para colocar a pressão nos donos da casa. Com poucas chegadas perigosas aos ataques adversários, o único gol da primeira etapa saiu no final e o Bahia de Feira foi para os vestiários com a vantagem ampliada.

Mesmo com o Índio Mongoió sendo mais ousado no começo, as melhores oportunidades de gol fora dos donos da casa. Na melhor delas, aos 32, Carlinhos ficou de cara com André Nunes mas Willames foi providencial no desvio com a perna. Quando o empate era certo para terminar o primeiro tempo, aos 46, William foi infeliz na tentativa de tirar o cruzamento e acabou mandando para dentro do próprio gol.

Na volta dos vestiários, um pênalti, aos 7 minutos, para o Serrano, poderia dar contornos de mais emoção à partida. Carlos Júnior bateu, empatou, mas não mudou muito o quadro do jogo. Com o empate, o técnico Arnaldo Lira, que comandou o time das tribunas, fez alterações, recuou o Tremendão e a equipe se preocupou em segurar o Serrano até o final da partida e ficar com a vaga.